Criança que não come: o que ajuda e o que atrapalha

Por que insistir costuma piorar, o que é esperado nessa fase e qual é o papel do adulto na hora da refeição

Comer no Dia a Dia4 min de leitura
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Resumo executivo: A recusa alimentar na infância é comum e costuma ser tratada do jeito que mais piora: insistindo. Neste post você entende o que é esperado nessa fase, por que pressão e barganha atrapalham, o que ajuda de verdade e quais sinais pedem o pediatra.
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    Mesa de refeição em família com pratos servidos

    Poucas coisas geram tanta angústia em casa quanto uma criança que empurra o prato. A refeição vira negociação, depois cobrança, às vezes castigo. E quanto mais se insiste, pior costuma ficar.

    Neste texto você vai entender o que é esperado nessa fase, o que costuma atrapalhar sem que ninguém perceba e o que realmente ajuda.

    Boa parte disso é fase, e é esperado

    Por volta dos dois anos é comum a criança passar a recusar alimentos que aceitava bem antes, principalmente verduras e comidas novas. Isso é bem descrito e faz parte do desenvolvimento.

    Nessa fase o apetite também oscila bastante. Tem dia que a criança come muito e tem dia que quase não come, e isso costuma se equilibrar ao longo da semana, não dentro de uma refeição.

    Olhar a semana em vez do prato de hoje já resolve metade da angústia da casa.

    O que costuma atrapalhar

    Insistir, implorar e brigar transforma a refeição em conflito, e ninguém come bem sob pressão. O prato passa a ser associado a estresse, e a recusa aumenta.

    Barganhar com sobremesa também tem efeito contrário do esperado: ensina que o alimento principal é o preço a pagar e que o doce é o prêmio, o que aumenta o valor de um e diminui o do outro.

    Distração com tela é o terceiro item. A criança come sem perceber o que está comendo e deixa de aprender a reconhecer a própria fome e a própria saciedade.

    Prato infantil com legumes cortados em pedaços pequenos

    O papel do adulto é oferecer, não obrigar

    Existe uma divisão de responsabilidades bem estabelecida: o adulto decide o que é oferecido, onde e em que horário. A criança decide se vai comer e quanto vai comer.

    Parece simples e muda o clima da casa inteira. Tira a briga da mesa e devolve para a criança a parte que é dela, que é regular o próprio apetite.

    Junto disso ajudam: oferecer o alimento novo várias vezes sem cobrança, colocar pouca quantidade no prato, comer junto e deixar a criança ver o adulto comendo aquilo.

    Quando procurar ajuda

    Quando a recusa é muito ampla e persistente, quando a variedade da alimentação vai diminuindo com o tempo, ou quando a hora da refeição virou sofrimento diário para a família.

    Alguns sinais pedem avaliação do pediatra sem demora: criança que parou de ganhar peso ou de crescer, recusa acompanhada de engasgo ou vômito, e sinal de dor ao comer.

    Este texto é informativo e não substitui uma consulta individual. Só um profissional pode avaliar o seu caso.

    Converse com uma nutricionista

    Na infância o trabalho é feito com quem cuida, e costuma ser mais sobre rotina e ambiente da refeição do que sobre cardápio.

    Na Raiz Nutrição o atendimento é conduzido por Helena Barcellos, nutricionista com inscrição ativa no CRN-2 e formação em Nutrição Comportamental. Conheça a página de nutrição na gestação e na infância e agende a sua consulta pelo WhatsApp. Atendimento individual em Porto Alegre, no bairro Menino Deus.

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    Helena Barcellos
    Nutricionista, CRN-2 00000. Atende em Porto Alegre, com pós-graduação em Nutrição Clínica e formação em Nutrição Comportamental.